Passados míticos, presentes críticos

Isabela Prado Callegari

09 de Abril de 2019

Um patrulhamento do exército resulta em um rapaz morto, um ferido, 80 tiros em carro de família, morte de um pai na frente de seu filho de 7 anos, o sogro ferido e a viúva, casada há 27 anos, dizendo que perdeu seu melhor amigo, gritando socorro e recebendo risos dos assassinos.  O exército primeiro tenta mentir e dizer que foi uma justa reação a um ataque (de uma família indo a um chá de bebê), depois vê que ficou feio demais e manda prender em flagrante pra abafar o caso até poder soltá-los. Mas esquece tudo isso que aconteceu ontem e acontece cotidianamente nas periferias e segue aí repetindo na internet que no tempo dos militares era bom e só foi torturado e morto quem era guerrilheiro, porque deve fazer bem pra tua consciência acreditar nisso.

E o nosso excelentíssimo fascínora? vai se pronunciar daquele modo padrão “os excessos devem ser punidos”, “o caso já está sendo investigado”, ou vai partir pra defesa aberta mesmo, igual quando ele homenageou na câmara miliciano condenado por homicídio?

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